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segunda-feira, 6 de maio de 2013

Os intocáveis militantes da Movimente-se UEM

Devido a alguns problemas, esse texto está sendo publicado hoje, mas foi enviado a nós em novembro de 2012, época em que havia acabado de ocorrer mais uma eleição para o DCE.

Não é de hoje que a popularidade da Movimente-se UEM está diminuindo, em 2011 a porcentagem de votos foi de 68% contra 30,9% da chapa concorrente, publicado no próprio blog da Movimente-se. Na última eleição, conforme publicado pela comissão eleitoral, o número de votos foram os seguintes:

Chapa 1 Sedentarize-se: 107 votos
Chapa 2 Agora só Falta Você: 1036 votos
Chapa 3 Movimente-se UEM: 1096 votos
Brancos e nulos: 13 votos

 Isto significa que 51,3% dos estudantes não votaram na Movimente-se UEM, sendo que apenas 48,6% votaram. Podemos concluir que esse número decresceu em 19,3% desde a última eleição. Este fato comprova que parte dos estudantes não ficou satisfeita com a chapa Movimente-se UEM, o que de fato mostra que o seu poder de atuação (propaganda) dentro da UEM está bem menor. Dentro desse período de 1 ano ocorreram várias situações desgastantes tanto para os próprios estudantes como para o próprio andamento do campus. Não temos como negar que o número de atos como pichações (dentro e fora da UEM), consumo de drogas, sujeira, tráfico de drogas e violência dentro do Campus, que após a chapa ter sido eleita no ano de 2011 aumentou. Isso é lastimável, pois os próprios membros da chapa até hoje não se manifestaram sobre essas situações. Ao mesmo tempo que isso acontece, o discurso dos membros foi voltada, em várias situações, para o tema cultura, expressão e liberdade. O jargão: “Quem cala consente” parece que evidencia tudo o que está por trás dessa situação.
Quando você diz que não apoia o movimento estudantil atual da UEM ou que critica atos como, por exemplo a invasão da reitoria, dezenas de comentários são vomitados em seus humildes ouvidos dizendo que você é de um ou outro partido político (direita ou esquerda), facista, alienado, reacionário, alienado, homofóbico, alienado, opressor e por aí vai. Essa é a demonstração mais evidente de que estamos sendo representados (ou não) por seres intocáveis e proprietários da verdade Ao analisar os impactos das ações públicas que a Movimente-se promoveu nesse período de tempo decorrido eu me pergunto, alguma dessas ações teve impacto positivo? Ou, alguma teve algum impacto? Não me vem nada a cabeça, talvez eu estivesse alienado todo esse tempo nos meus humildes estudos, ou no meu simples trabalho que garante a minha cervejinha de fim de semana e o almoço do RU.
 Deparei-me hoje com uma discussão no Facebook que me chamou a atenção, vou transcrever e comento em partes:

Indivíduo A: 
1. Estou a mais de 15 dias contando o DCE da UEM representado pela Chapa Movimente-se sem qualquer retorno. Estamos solicitando mas sem repostas a ajuda do pessoal para colaborar com o ato contra o aumento do preço da refeição do restaurante popular que estamos realizando desde quarta feira passada. Se a chapa realmente se preocupa com os interesses dos estudantes e moradores da zona 7 já poderia ter colaborado de alguma forma. Ou então deixado uma chapa que entende os problemas dos estudantes assumir a gestão.
Att

Indivíduo A:
 2. O pessoal da UNE devia ser mais esperto, peçam a prestação de contas da Movimente-se UEM. Gostaria de saber no que eles gastam dinheiro e no que se envolvem tanto para estarem toda hora ocupados.

Resposta Representante : 
"Indivíduo A, no DCE tem toda a prestação de contas, que como a Louise já disse, foi apresentada em CEEB e vc pode ter certeza de que as gestões financeiras da movimente-se foram extremamente limpas!"

Até aí tudo bem! Contagiado pela chapa Sedentarize-se, não vou levantar minha bunda da cadeira para ir até lá verificar. 

"Já gastamos mto dinheiro com manifestações e ações que extrapolam os muros da UEM, fizemos 2 atos contra a TCCC, estivemos na marcha da liberdade, ato em solidariedade ao pinheirinho, marcha das vadias, fomos até em um julgamento de policiais civis que assassinaram um jovem, em solidariedade às mães que perderam seus filhos por causa da violencia policial." 

Agora uma passagem interessante. A representante da Movimente-se diz que eles já gastaram muito dinheiro com manifestações que extrapolam os muros da UEM! Opa, pera aí, eles estão gastando muito dinheiro pra ações fora da UEM? Se ela cita a palava “muito”, logicamente que para ações dentro da UEM o dinheiro gasto é POUCO! Fizeram 2 atos contra a TCCC, opa, pera aí, eles gastaram “muito” dinheiro nos atos contra a TCCC? Já imagino que tiverem que comprar os passes com dinheiro do DCE para protestar la dentro. Marcha da liberdade (Além da bandeira do MST tinham algumas do PSOL do PCdoB, e por aí vai)?   Muito dinheiro investido para a marcha de 150 pessoas. Julgamento de policiais civis que assassinaram um jovem? Quanto é a entrada para um julgamento? Será que não conseguiram meia entrada?

"Mas enfim, essas duas semanas foram mto tensas pois estávamos todos os militantes do dce envolvidos na eleição. Foi uma trabalheira do caralho, eu entao que estive na comissão eleitoral posso falar meu, foi foda!"

Outra passagem demonstra que todos 1% dos “estudantes” militantes do DCE estavam envolvidos na eleição. Ora, se todos estavam envolvidos na eleição, eles devem ter utilizado recursos para utilizar cabos eleitorais na distribuição de panfletos e colagem de cartazes. A evidência é que ela teve muito trabalho na comissão eleitoral (grotesco) e logo os outros militantes também, ou então não eram todos envolvidos nas eleições. FODA! 
Agora o ponto onde quero chegar: 

“Sei que você está procurando lutar por algo que é justo, mas ficar ofendendo o movimento estudantil da uem assim é baixo demais.” 

 Opa! Os intocáveis da Movimente-se: o rapaz ofendeu o movimento estudantil da UEM. O que isso quer dizer? Ela diz que o rapaz ofendeu a MOVIMENTE-SE e não todo movimento estudantil, e ainda disse que é baixaria. Ora, o rapaz no texto clama por um auxílio da “Movimente-se” e a garota diz que há ofensa? a pior de todas as ofensas é o fato de ela associar a Movimente-se UEM com movimento estudantil, então, segundo a sabichona, nenhuma das outras chapas que concorreram as eleições fazem parte movimento estudantil, nenhuma chapa até hoje na UEM foi do movimento estudantil. Estou sentindo um fedô. 

“O que a prestação de contas tem a ver com a não ida dos militantes no ato que o seu "exercito de um homem só" tá puxando? O pessoal e eu tb não apareci ainda pq não deu cara! Infelizmente. O processo eleitoral de fato acabou ontem com um CEEB que legitimou a eleição. Estou afastada das discussões da Movimente-se pq sou comissão eleitoral, mas acredito que no máximo até sexta vai ocorrer uma reunião para discutir a questão do RU q vai fechar durante 8 meses para reforma, e cai direto na discussão do restaurante popular. Não adianta ficar pilhando a galera meu, todo mundo trabalha e estuda e tava envolvido com o processo eleitoral.. agora com as coisas mais calmas podemos sentar, dialogar e procurar ações conjuntas e efetivas pra reverter o aumento da refeição no Pop.” 

 Aí vem mais uma pérola do discurso da movimente-se: A INTIMIDAÇÃO DOS CONTRÁRIOS.
Chamando de “exército de um homem só” a ação do jovem, ela tenta excluir o tipo de adversário da movimente-se que queria criticar, melhorar ou fiscalizar o trabalho que esses militantes truculentos exercem! Além do mais, a frase comprova que só a MOVIMENTE-SE pode realizar tal ato, tentando dizer que a ação do jovem não tem efetividade e não representativo (por que não seria? muitos estudantes da UEM almoçam lá, principalmente quando o RU não funciona). É a mesma situação que ocorre no vídeo em que o jovem grita com o reitor: Querem intimidar para ganhar a superioridade e legitimidade. O que me chama mais a atenção é que a mesma está afastada da movimente-se e se impõe como uma defensora inflamada do “MOVIMENTE-SE ESTUDANTIL”. Outro trecho interessante e peculiar no discurso inflamado é o fato de que TODOS trabalham e estudam. Ora, se todos trabalham e estudam então não tem tempo para fazer algum tipo de reinvindicação, ir a um julgamento de policial civil, protestar contra aumento de ônibus ou até mesmo ficar sentado na frente do DCE jogando conversa fora. Essa é a característica de um discurso do militante da Movimente-se. Se observarmos com mais atenção, veremos que todos os militantes da “movimente-se estudantil” tem a mesma características no uso das palavras, mudando apenas uma ou outra, mas com mesmos significados e objetivos: destruir os críticos e fazer autopromoção. 
Logo após ter lido essa discussão, e ter sentido um cheiro fétido de enterite cerebral, vi outro discurso do revolucionário Che Guevara: 

Indivíduo Che Guevara: 
“O que as urnas disseram o CEEB confimou! É Movimente-se e não tem boi! (nem recurso, nem conversa fiada...) 
Chora reaça! 
A UEM vai ser toda vermelha!”

É uma piada mesmo! aí que me caguei pelos olhos ouvidos e narinas:
“É Movimente-se e não tem boi! (nem recurso, nem conversa fiada...)” = A Movimente-se que manda aqui e mais ninguém, nenhuma ação, dentro dos termos legítimos, pode tirar a vitoria da nossa chapa, passamo por cima de tudo e de todos, procede?
“Chora reaça! A UEM vai ser toda vermelha!” = Chorem adversários! Vamos implantar a ditadura do proletariado na UEM (e em Maringá também, FAIL)! E quem se danem os estudantes, procede?
Jovens estudantes, é clara a evidencia de que a movimente-se tem o sentimento de posse do DCE e do pensamentos dos estudantes (além dos 1% dos que vão na assembléia). Tudo com muita representatividade: 15 pessoas numa assembléia geral!
Do dinheiro gasto com tudo isso, das discussões feitas durante todo esse tempo, das reuniões e assembleias, quais delas foram com objetivo de promover alguma boa ação? Exemplos básicos: Campanha de agasalhos, Apoio à equipe de coleta de medula óssea, apoio aos Teófilos da Farmácia, apoio as equipes que tratam e ajudam os cães que vagam pela UEM, apoio, limpeza e auxílio na pintura das pichações.
Fato consumado: A Movimente-se não representa e não cede apoio real para o interesse e necessidades dos estudantes.

 por Neoliberal Machista 

 *Esse texto foi enviado a nós por um colaborador. Muito obrigada pela sua participação, sr. Neoliberal, e sentimos muito, mais uma vez pelo atraso em publicar seu envio.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Greve do HU

Greve no HU de Maringá.
O que significa para cada um de nós que trabalhamos nele?
Para mim, médico intensivista, trabalhando há mais de 15 anos na UTI de adultos e no Pronto Atendimento, é o caos.
A bem da verdade, é mais caos, já que hoje o HU de Maringá, funciona em dificuldades, com muito poucos leitos para a demanda de um Hospital Regional, de referência e elevada complexidade, que oferta quase a metade destes leitos nas UTIs neonatal, pediátrica e de adultos, além de leitos intermediários no PA.
Um Hospital Regional com 2 salas operatórias.
Um Hospital Regional com construções em andamento, lentas.
Um Hospital Regional com deficit de funcionários em todas as áreas, há longo tempo a espera de mais contratações.
Tudo isso, claro, é mais que motivo suficiente para uma greve, certo?!
Pois é, ocorre que… Nenhum destes itens é pauta prioritária da greve nem esteve nas discussões com o Governo até aqui, são “questões locais de cada Universidade”. A prioridade claramente é o plano de cargos e salários. É o que se argumenta empurrou os funcionários à greve.
E o HU de Maringá como fica?
A pergunta fica sem resposta, exceto pelo “vamos incluir no movimento” ou resposta padrão que o valha, que nada explica. Mais ainda, onde esteve o “comando de greve” nestes anos todos em que as coisas iam piorando no HU?
E o HU como fica?
Quem vier dar plantão, cumprir sua escala de trabalho a partir de amanhã no HU, corre o risco de trabalhar sem receber, de ter que trabalhar mais ainda, para manter o atendimento, suprindo a falta que os ausentes farão, com escalas para “cumprir os 30% para manter a legalidade da greve”.
Senão vejamos: 30% calculado como mesmo? 30% menos pessoas na escala ou só 30% dos pacientes? Como vamos recusar - pois é disso que se trata - atendimento? Quem vai “triar” os casos? E os pacientes internados, cuidamos deles só 30% também? Fala-se em “bom senso”, ora! O bom senso passa longe da discussão com a liderança do movimento.
Quem foi que não pensou nessas questões todas antes de decretar a greve?
Aliás, por que greve mesmo? Afirmam eles próprios, que a greve é antes de tudo instrumento político. Com o meu trabalho?!
Pede-se - ou se ordena - que os funcionários da HU “ajudem a operacionalizar a construção do movimento”, já que o fim é vantagem para todos, e a greve pretende ser curta, e tal. E já está decretada, não está em questão!
Todos sabemos, aqui no chão da fábrica do atendimento nos plantões, que precisam de nós para “aparecer da mídia”, “dar força de pressão à greve”. Palavras deles.
Pergunto: como uma assembléia de 500 funcionários pode decidir uma greve que paralisaria um Hospital Regional que tem mais de 900 funcionários e uma Universidade que tem mais de 4000? Não tinham planejado como “operacionalizar” a paralisação do HU não?! Seremos nós, concordando ou não com eles, que vamos ficar com a parte, digamos, mais delicada?
Quem tem prejuízo? A população que deveríamos estar atendendo, que - atenção! - não tem outro Hospital público com estrutura de UTI para atendê-la.
Quem tem prejuízo? Nós mesmos, que vamos continuar trabalhando, naquela angústia de saber se vem o pagamento ou não, se o colega vem ou não, se vou dar conta do corredor ou da unidade, como vou fechar a escala, onde vou deixar meus filhos, se a creche está em greve, e todas as preocupações que o “comando” reputa como “dificuldades que todo mundo tem numa greve, que é assim mesmo”. Afinal, somos apenas uma parte do todo da UEM, e são somente 17 mães aqui nos plantões...
Ora, tenham paciência!

A opinião é minha, é meu direito manifestá-la. Quem tem que ter “propostas” são os líderes do movimento.

Almir Germano
Médico intensivista
Hospital Universitário Regional de Maringá"

quinta-feira, 29 de março de 2012

Os fins não justificam os meios, os revolucionários "oakley"




    Tenho lido todos os posts do blog e consigo me ver tão revoltado quanto o escritor em todos os pontos citados. Primeiramente queria citar alguns pontos que estão me incomodando faz algum tempo, começarei falando sobre o discurso inflamado que a movimente-se sempre constrói e que chamarei de discurso padrão do revolucionário "oakley".
    Esse tipo de discurso inflamado e tendencioso tem uma receita clara, ele primeiramente cria um inimigo terrível que está sempre criando novas maneiras de oprimir uma classe injustiçada. Em um segundo momento ele cria uma causa nobre e absoluta que seja impossível de se criticar. E finalmente o discurso parte para seus pontos finais e é nesse período do discurso que entra a parte mais perigosa, a de que os fins justificam os meios. Mas porque esses discursos conseguem movimentar tanta gente? É impossível de negar que tanto a invasão da reitoria como a paralisação da UEM inflamou os ânimos de muitos estudantes e causaram uma grande separação no meio acadêmico.
    Na verdade essa grande separação dos alunos é um advento do próprio discurso adotado pelo movimento estudantil da universidade, que se intitula revolucionário, a criação de dois lados (esquerda e direita) faz com que o diálogo seja mais difícil pois qualquer crítica construtiva feita sobre um tópico já se torna rotulada como capitalista ou socialista, é absurdo que no século 21 ainda se fale sobre uma divisão criada durante a guerra fria. Para piorar ainda a segregação dos estudantes existe a segunda parte do discurso que usa palavras fortes e bonitas como educação, cultura e liberdade. Trazer essas noções criadas e garantidas pela sociedade após anos de história que provaram que a falta de qualquer uma delas faz com que o direito individual do ser humano seja ferido torna os argumentos de um lado fortes mesmo que sejam vazios. Digo isso pois um argumento criado para desconstruir o discurso do lado supostamente bom faz com que o crítico em questão esteja indo contra as próprias necessidades básicas de uma sociedade civilizada e o que o transforma em um inimigo cruel e impiedoso.
    Por último mas não menos importante o discurso padrão de um revolucionário "oakley" traz a tona a ideia de que os fins justificam os meios. Nesse momento se você leitor do discurso já concorda com tudo que já foi dito anteriormente irá, eventualmente, falar e dizer coisas horríveis para defender a causa, poderá até usar argumentos que ferem as palavras citadas anteriormente no discurso. Nesse momento a hipocrisia toma conta de toda a razão que sobrava nas ideias anteriores e você poderá chegar ao absurdo de queimar pneus na frente de uma faculdade estadual, ferindo não só a liberdade de ir e vir de todos os estudantes e cidadãos, mas também a constituição. Esse comportamento absurdo é cuidadosamente preparado pelas palavras fortes no texto que tem uma mensagem clara: para alcançar a nobre causa de uma educação melhor qualquer coisa pode ser feita, e qualquer pessoa que seja contra isso é o inimigo e sua opinião vai contra os princípios da sociedade.
    Mas como podemos nos defender dessa investida implacável à democracia e à razão? Sinceramente penso que o melhor jeito de nos defender é acabar com as divisões de esquerda e direita, afinal essa definição é arcaica e desnecessária. Outra maneira é desconfiar de informações de cortes absurdos e não se deixar levar pelas palavras inflamadoras dos sermões do DCE atual. Podemos ainda nos juntar e  votar em uma chapa que não saia por aí sujando as paredes da universidade com trechos de músicas de bandas e cantores que viveram em uma época onde realmente havia um inimigo cruel e impiedoso, uma época em que um blog como o reação UEM não poderia existir porque, mesmo com nossas ideias de "direita", ele mostra problemas que a universidade enfrenta diariamente em uma perspectiva aberta e justa com todas as opiniões com comentários abertos e anônimos. E por último não devemos nos deixar levar pelo argumento da defesa da nobre causa pois é nesse tipo de ideia que surgem os maiores perigos a sociedade.

Por Capitalista Alienado

P.S: Quem quiser uma leitura que mostra muito bem o perigo de se usar o pensamento "Os fins justificam os meios" procurem a revista em quadrinho Watchmen de Alan Moore, procure ainda ler 1984, de George Orwell que mostra uma perspectiva muito mais agressiva da ideia.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Texto Reacionário


Gostaria primeiramente de parabenizar o autor do blog, pela iniciativa de estampar uma ideologia que provavelmente é a de muitos acadêmicos da UEM, de forma respeitosa, crítica e construtiva, ora acatando as opiniões favoráveis às propostas pelo blog,ora expondo, ouvindo e respondendo com racionalidade e elegância às ideias contrárias, sempre sendo conciso e direto.
            Estou escrevendo esse texto para expressar a minha opinião quanto a esse assunto, primeiramente gostaria de falar a respeito das pichações. É inegável que a quantidade de pichações aumentou e muito na Zona 7 nesta gestão do DCE, o que usando de uma boa lógica não nos permite concluir com certeza a responsabilidade da mesma quanto a isso, mas as mensagens de cunho ideológico, político e filosófico demonstram a relação com algum grupo organizado, com integrantes exaltados, o que faz a suspeita em cima da Movimente-se seja razoável.
Independentemente das suas crenças, se você é capitalista, socialista ou anarquista, cristão, ateu ou satanista, é a favor ou contra ao aborto, à legalização das drogas ou às privatizações, você deve respeitar as leis do país onde vive, no Brasil a pichação é crime, os responsáveis deveriam sofrer as sanções pelo ato.
Inclusive é algo absurdo você pensar algo tipo “eu sou contra a propriedade privada, logo vou sair pichando as coisas dos outros por aí”. Ótimo! Então se eu não gostar da Dilma significa que eu posso ir lá matar o presidente!? Não é assim que as coisas funcionam...
Quanto à queima dos pneus que ocorreu na quarta-feira dia 14 de Março de 2012, o povo da Movimente-se alegou que não iriam incendiar os pneus, só caso a polícia resolvesse entrar, e jogaram a culpa em “uma iniciativa individual”. Mas foi o povo da Movimente-se que montou as barricadas, mesmo que fosse como eles falaram, quando a gente deseja que a água não transborde de um copo, a gente já o deixa vazio desde o começo, e não o enche até a boca! E se a polícia resolvesse entrar, aquelas barricadas não iam adiantar de nada, a UEM é rodeada de portões baixos e entradas, não existe palavra melhor para aquele ato do que desnecessário. Os responsáveis pela queima dos pneus deveriam pagar do próprio bolso a multa pelo crime ambiental cometido (inclusive se foi a Movimente-se que queimou os pneus, aquela campanha contra a incineração do lixo de Maringá é uma total hipocrisia!).
A respeito dos saraus, eu também fui a favor da proibição dos mesmos, alega-se que eram manifestações culturais, mas o pessoal estava levando bebidas alcoólicas, coisa que não é permitida nas instalações da universidade, os saraus estavam sendo como festas, quando bastante gente começa a quebrar leis por causa de um evento, uma solução bastante adequada é a paralisação deste, como foi feito.
Há um engano comum por parte de alguns que acham que esse movimento reacionário é de direita, eu mesmo sou de centro com leve tendência à esquerda, mal eles sabem que existe bastante gente desaprovando algumas ações e atitudes deles nestes últimos tempos. A minha linha de idéias é racional, é pé no chão. Não estou me baseando em utopias que nunca deram certo, querendo coisas que não posso ter nem deformando informações para que me sejam convenientes, quero um sistema que seja real e eficiente.




Por Galinha Ruiva

terça-feira, 20 de março de 2012


Recebemos um e-mail de alguém que teve uma experiência positiva com a movimente-se. Leiam primeiro, depois vem a minha crítica

Minha experiência com o DCE- Gestão Movimente-se

Comecei a me envolver com questões do DCE no início do ano passado. Morava na zona 7 desde criança e dada a minha proximidade e pelo fato de a minha mãe ser professora desta há quase 20 anos, sempre freqüentei a UEM. Me aproximei inicialmente através do sarau, pois lá vi um importante cenário cultural e artístico, onde a gente podia sentar no gramado e ficar de boa, ouvindo música e conversando. Com certeza nessas minhas idas ao DCE vi gente fumando, porém nada além do que se vê no dia a dia normal de baladas, bares, faculdades por aí.
Nessa mesma época assisti a um renascimento do movimento estudantil maringaense, que até mesmo minha mãe notou dizendo: “Nossa, o que está acontecendo? Achei que não havia movimento estudantil em Maringá, nunca tinha visto manifestação de estudante assim.”
Essas manifestações me sensibilizaram muito, pois, ao contrário de vocês que no seu blog dizem: “Muitos de nós não nos incomodamos com a questão política e social, e tudo o que buscamos num DCE é o atendimento de nossas necessidades que surgem no meio acadêmico.”
Eu me preocupo com as condições políticas e sociais do mundo e acredito que tudo passa pela educação. Acredito na educação como instrumento de transformação social e por isso, achei importantíssima a luta promovida pelo DCE me defesa da educação pública, contra o sucateamento e o corte de verbas.
Participei da ocupação da reitoria, do primeiro dia ao ultimo, fiquei feliz com as conquistas deles como se fossem minhas, pois elas também são minhas. São de todos . Toda a sociedade se beneficia quando a educação vai bem. Fui recebida de braços abertos, conheci pessoas maravilhosas, participei de debates, palestras, cursos, assembleias, reuniões, oficinas e etc. Penso que através da minha experiência cai por terra o argumento que muitos usam de que: “O dce é fechado, a gente não sabe o que acontece lá, só sabe depois que já aconteceu”.
Não, ele não é. Tudo é questão de ir atrás, se interessar e querer se informar. Nunca vi ninguém ser maltratado ali por querer uma informação. Aliás, na ultima reunião em que estive presente, vi uma menina declarar seu posicionamento político de direita, apontar falhas e criticar a Movimente-se e ser aplaudida. Foi aplaudida e procuraram responder suas dúvidas e debater.
A porta tá aberta, quem quiser falar é só chegar lá, mas não pense que vai chegar lá e encontrar mesa de sinuca, porque DCE NÃO É BAR.
Minhas palavras acabam por aqui, fico com as de Brecht:

“Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Eu não era negro

Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário

Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável

Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei

Agora estão me levando
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ningué
Ninguém se importa comigo”


ATT,
Esquerdista Remelenta

PS: Reis da democracia, já que vcs são assim tão abertos a opiniões contrárias, oposto dessa Movimente-se que vcs pregam, espero que publiquem meu texto. Caso contrário, já estarão mostrando a verdadeira face de quem quer censurar quem.
Um beijo!


Eu não duvido que várias pessoas participem e tenham uma experiência positiva sobre a movimente-se, afinal, ela tinha mais de 200 membros na última eleição da DCE. O que eu acho é que dizer-se de direita em uma assembléia da DCE e ser aplaudida não é uma ocorrência comum. A reação geralmente é completamente oposta, como nos revela o depoimento da última postagem. Mesmo a menina que foi aplaudida não parece ter feito muita diferença nas práticas da movimente-se, ou a última reunião que você foi aconteceu depois das queimas dos pneus? A verdade é essa: os métodos da movimente-se não vão mudar, não importa quantas pessoas de direita sejam aplaudidas em suas assembleias.

(Falando nisso, recebi de fontes seguras que a cúpula da movimente-se colocou fogo nos pneus como retaliação ao SINTEEMAR por não querer unificar sua pauta com a dos estudantes, tenho inclusive os nomes de alguns dos responsáveis. É claro que não posso falar quem é minha fonte segura, mas vou deixar passar que é alguém que apoia a movimente-se.)

O poema de Brecht é muito bom, mostra que não podemos deixar que certos crimes passem impunes sem nos arriscar a ser vítimas de um. É por esse motivo que defendemos a propriedade privada, mesmo a dos outros, contra pichações e depredações.

Por Reacionário de Merda

P.S. Bom pseudônimo, você pegou o espírito do blog

P.P.S. Amanhã ou talvez ainda hoje vai sair aqui um post bombástico que vai abalar as convicções de muita gente. É um post demorado e trabalhoso de fazer porque requer muita pesquisa e fact-checking para garantir que não vai passar nenhuma mentira ou omissão. Fiquem ligados.

Quem são vocês?

SOMOS ESTUDANTES!

Bom, essa é a minha primeira participação nesse blog, então gostaria de começar expondo minha visão sobre o que o DCE significa pra mim e o que ele vem sendo desde que eu entrei na universidade. O DCE, como o próprio nome já diz (Diretório Central dos Estudantes), deve ser um espaço de convivência entre os jovens universitários, onde estes podem levar suas ideias e opiniões sobre o que pensam e vivenciam dentro da universidade e discuti-las com os seus iguais. E, pra ser sincera, esta é a ideia que vem sendo pregada pela MOVIMENTE-SE: venham até o DCE e discutiremos sobre o que é melhor para todos. 
E falando agora com base nas minhas próprias experiências com a MOVIMENTE-SE, sei que não é bem assim. Chegar lá, ouvir o que eles têm a dizer, e concordar é lindo. Agora chegar, ouvir, e se expressar de maneira contraditória com o que eles pensam é praticamente suicida. Você será praticamente forçado a se retaliar em público, seus ideais serão reduzidos a pó. Mas espera um momento... O estudante não tem voz não? Quem dita as regras não são os estudantes? Todos juntos, caminhando e cantando, e seguindo a canção? Era o que eu imaginava... Não sou reacionária (apesar de parecer), não acho que um movimento oposto irá resolver o problema. Só acho que ser radicalista pode não ser a melhor das opções. 
Temos poucos recursos na Universidade, o corte de verbas foi realmente ridículo! E ainda assim vocês acham que é com pichações e fogueirinhas que vamos conseguir alguma coisa? Realmente a reitoria não nos ouve, achei o processo de ocupação digno, isso sim foi válido! Conversas, pautas de discussão, exposição de ideias! Agora pichar as paredes da universidade, que já não tem verba pra nada, é o vandalismo pelo vandalismo! 
Vamos ouvir o extremo oposto de coração aberto MOVIMENTE-SE, deixa que todos expressem suas opiniões para o DCE ser mais bonito! Não se fechem em suas revoluções e aceitem o diferente, afinal, não é isso que vocês pregam? A liberdade de opinião de todos?

Por Marla Singer