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terça-feira, 13 de novembro de 2012

Eleições 2012

"A strange game. The only winning move is not to play"

Olá, senhoras e senhores.
Esse post começa a nossa cobertura das Eleições 2012 para a nova chapa do DCE.
Hoje faremos uma revisão das chapas participantes. Quem são, o que querem, quão dispostos estão a chegar lá e, principalmente, quem são seus aliados. Começaremos na ordem decrescente, por motivos que ficarão óbvios.

Observação: nossa análise não é imparcial, se você quer imparcialidade, leia "O Diário de Maringá".
Nossas indicações de jornais também não são imparciais.

CHAPA 3 - Movimente-se

Slogan: Pela independência do DCE

Principais bandeiras: baderna, maconha, invasão da reitoria, pichações, maconha, luta contra a ditadura, xerox a 7 centavos (eles falam 0,07 centavos), abaixo Dilma, abaixo Beto Richa, tudo isso embalado e rotulado como movimento estudantil.

Alianças: são fantoches do PSTU e PSOL

Aqui temos o que já temos: uma gestão do DCE que esqueceu a parte da gestão e confundiu representação estudantil com baderna estudantil. É a chapa que inventou a mentira do corte de 38%, pichou a UEM inteira com sua pautas, invadiu a reitoria, mentiu sobre o reitor, arrastou os estudantes pra dentro de uma greve política, jogando fora o estatuto do DCE e o bom senso. Enfim, leiam o arquivo do blog e terão um resumo da história da UEM esses últimos dois anos.
Analisando o slogan da chapa já temos uma contradição: a Movimente-se não é independente, mas é usada como instrumento de partidos políticos de extrema-esquerda. Essa também é a chapa que destruiu o bloco 6, que costumava ser um centro de lazer para os estudantes e agora é um quartel general.
O histórico de realizações concretas dessa chapa é sofrível. A única coisa que realmente mudou para melhor nesses últimos dois anos foi o xerox a 7 centavos. Xerox que, aliás, continua com um péssimo atendimento e extremamente lento.

CHAPA 2 - Agora só falta você

Slogan: Para construir um DCE de todos, cola com a gente que é sucesso

Principais bandeiras: transformar o DCE em um espaço para todos, sarau, festa, ???

Alianças: É a bonde do amor reborn. Muita gente da UJS, que é controlada pelo PCdoB, que é controlado pelo PT.

Essa é a chapa dos socialistas que dormem com o pijama do Che Guevara e bebem toddyinho no café da manhã antes de ir com o carro pra faculdade de ressaca, já que ficaram até tarde na balada. Espera-se que a gestão Agora só Falta Você seja parecida com a antiga do Bonde: muitas festas e saraus para distrair a galera enquanto o dinheiro do DCE some misteriosamente.
Eu não uso drogas (tenho esse defeito) mas me diziam que o Bonde mantinha uma boca de fumo em pleno funcionamento no Bloco 6, isso deve ser um ponto positivo para algumas pessoas.
Se eu pudesse perguntar uma só coisa pro pessoal da UJS seria: Como você consegue dormir a noite sabendo que o seu partido é aliado do PT, o maior partido de direita da atualidade*? E observar a reação de pânico enquanto ele tenta se explicar.
Prevejo que haverá uma diferença entre a gestão da ASFV e do Bonde: maior número de protestos e bateção de panela. A explicação é simples: na época do bonde o governador era aliado, agora é inimigo.
Resumindo, é uma chapa horrível, mas que até parece boa comparada com aquela lá de cima.

CHAPA 1 - Sedentarize-se UEM

Slogan: Vamos lutar - mas não hoje

Principais bandeiras: Preguiça, sombra, água fresca, sossego, recessos.

Alianças: Professores que não fazem chamada.

Essa é a chapa pra quem quer fazer o voto de protesto. Eu não gosto desse tipo de voto que elege Tiriricas (e mais uns quatro mensaleiros) mas devo dizer que é tentador votar nessa chapa, dado que as outras duas são esquerdistas em maior ou menor grau.


* O PT não é realmente de direita, mas isso não muda em nada a reação deles.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Os truculentos da Movimente-se

Antes de tudo assistam o vídeo abaixo:


O que aconteceu foi que, enquanto o reitor assinava o que deviam ser as pautas estudantis e uma aluna reclamava sobre o AI8, um "estudante" provavelmente treinado nas artes PSTUísticas da brutalidade, reclamou que o reitor não prestava atenção no que a menina estava falando, o que era demonstrado por sua relutância em levantar a cabeça (enquanto assinava papéis).
O reitor então andou em direção ao rapaz, falando alguma coisa ininteligível, sem chegar a menos de dois metros de distância do brutamonte. O moleque, que também deve ter aprendido a arte de fingir falta com Neymar, logo gritou, para a confusão de todos e a felicidade do cara de vermelho e de todos ao redor: "Você vai me agredir?", e continuou reclamando da tentativa de agressão inexistente. O reitor, com certeza se sentindo desrespeitado, saiu dali, aos gritos de "Covarde", gritado por uma multidão de 50 pessoas contra uma pessoa só.
Não está no vídeo, mas na assembleia que aconteceu depois no mesmo local eles reforçaram a versão deles de que houve agressão, tentando provar a máxima de 1984 de que a Oceania SEMPRE esteve em guerra contra a Eurásia. Disseram ainda que o reitor não prestava atenção nos estudantes, que não olhava na cara de quem estava falando (porque estava assinando), como se isso justificasse alguma coisa.
Fica claro pra todo mundo que viu o vídeo quem foram os verdadeiros covardes nessa história toda.

Reacionário de Merda

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Tudo de podre que há por trás da greve dos servidores

A equipe do Reação UEM teve uma agradável surpresa na última semana: entramos em contato com uma figura, cuja identidade será preservada, que diz ter o compromisso de denunciar as "falcatruas" que ocorrem em nossa universidade. Sendo membro do corpo de funcionários, nosso informante teve acesso a informações de grande relevância a respeito do que está acontecendo por trás dessa novela mexicana da greve. 
Sem mais delongas, vamos partir para o conteúdo: é informação importante demais para ser negligenciada por aqui.
(Lembramos tudo o que vai a baixo nada mais é que o boato que está circulando na UEM entre os próprios servidores e professores. Nada é necessariamente verdade e a Reação UEM não garante a autenticidade de nenhuma das informações)

A primeira informação que recebemos é o Sinteemar tem pressionado o Reitor para manter determinadas falcatruas que ocorrem por detrás dos prédios administrativos, utilizando assim os servidores como massa de manobra para alcançar seu objetivo. Sem divulgar suas verdadeiras intenções, eles alegam que desejam evitar a precarização e barrar o monstro da privatização, objetivos que parecem ser do interesse do todos. No entanto, o buraco é mais embaixo. Sigam-me os bons!

O trem da alegria - que diabo é isso?

Nosso informante pergunta se conhecemos a expressão "trem da alegria". A resposta é negativa, assim como imagino que será a de vocês. Ele explica ser o nome dado a um movimento ocorrido na UEM, entre os anos 80 (errata: começo dos anos 90) e anos 2000, no qual muitos servidores que eram técnicos de nível médio, formaram-se num curso qualquer e, com isso, foram promovidos pela administração (reitoria, conselhos e outros colegiados coniventes com isso). No entanto, esses servidores, para passarem aos cargos de técnicos de nível superior, deveriam passar por novo concurso público. A reitoria, contudo, agiu ativamente nestas promoções, em troca de votos. Entre estes que foram promovidos ilegalmente, haviam alguns técnicos que trabalhavam na procuradoria jurídica da UEM, que se formaram em Direito. (Segundo nossa fonte, em dinheiro de hoje, o aumento dos salários destes seria de 3 mil para 10 mil reais) Não satisfeitos, os advogados souberam que poderiam entrar na justiça alegando serem funcionários do Estado, já que trabalhavam numa universidade estadual. Nos dias de hoje, o salário de um advogado do Estado é de em torno de 22 mil reai$, e assim, os servidores entraram na justiça para receber os anos de salário em que trabalharam também como advogados do Estado. Com isso, a justiça condenou a UEM a pagar 6 milhõe$$$ em indenizações e salários atrasados para estes servidores.
No entanto, nosso magnífico Reitor não tem condições de arcar com este valor. A única saída para este seria "desnomear" estes advogados, já que sua nomeação foi irregular, e assim não teria que desembolsar essa vultosa indenização - que diga-se de passagem, terá de sair de seu bolso, já que a UEM não possui verba pra isso.
Caso o Reitor decida "desnomear" os advogados, também terá de fazer o mesmo com os outros mais 300 funcionários que subiram irregularmente de cargo. O que acontece nesse caso, é que esses servidores que conseguiram seus cargos irregularmente teriam de de devolver o dinheiro recebido. Nossa fonte afirmou que o Reitor tem pretensão de tornar isso realidade, para não ter de ser obrigado, pela Procuradoria Jurídica da UEM a desembolsar 6 milhões de reais. Obviamente, com isso em vista, o Reitor tem sido pressionado pelo Sinteemar a não tomar esse posicionamento: Por essa razão não saem da greve, recusando as propostas do Governo Estadual. O objetivo deles vai além: eles não querem ser prejudicados nessa situação, pretendem fazer com que o Reitor coloque uma pedra sobre tudo isso.
O boato repassado pela nossa fonte anônima é que, coincidentemente, o presidente do Sinteemar foi um dos beneficiados pelo "trem da alegria".
Curioso, não?

As horas-extras

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) descobriu que, por trás da administração, há mais uma falcatrua desprezível sobre as horas-extras do funcionário. Por exemplos, existem servidores que recebiam horas-extras todo mês, há dez anos; funcionários que ganhavam até 6 mil reais de hora extra, e até funcionários de férias que recebiam horas extras. Um caso digno de intervenção policial. O TCE, mais uma vez, se virou pro Reitor e responsabilizou-o por acabar com essa situação, e o que vemos agora é um corte de 70% ou mais das horas extras, e a criação de uma comissão na PRH (Pró-Reitoria de Recursos Humanos) para avaliar os pedidos que vem por parte dos servidores, que devem ser muito bem justificados para ser aceitos. Considerando isso, não é de se surpreender que o Sinteemar tenha como um dos itens da sua pauta o fim dessa comissão criada para avaliar horas extras.
Quando, no começo do ano, o reitor decidiu botar alguma ordem na bagunça e colocar leitor de digitais no RU, a Movimente-se foi contra.
A folha de pagamento da UEM gira em torno de 5 milhões, dos quais, 1,5 milhão era utilizado para pagar essas horas extras (isso corresponde a 30%, uma fatia generosa do nosso dinheiro). Com essa quantia, poderiam ser realizadas as contratações de 1000 funcionários (o déficit que temos hoje é de 300 pessoas), ou 500 professores. É também por essa razão que nosso governador, tão demonizado por aí, não libera contratações.
As assembleias que ocorrem no RU para decidir o destino da greve contam com a participação massiva de funcionários que estavam "mamando na teta do governo", beneficiando-se com o recebimento irregular das horas extras. É por essa razão, que não importa quão abrangentes sejam as propostas do governo, a greve não demonstra indícios de acabar. É uma bela manobra política.

Empréstimos consignados em folha e adiantamento de 13°

Caso alguém não saiba, empréstimo/crédito consignado é uma forma de empréstimo cujo pagamento é diretamente deduzido do holerite do servidor. A lei permite que a percentagem máxima do salário a ser pega em empréstimo é de 30%; no entanto, haviam servidores com empréstimos de até 80%. O Reitor acabou com isso, assim como acabou com o adiantamento de décimo terceiro salário, já que o número de servidores que pediam esse benefício era tão alto que quase chegava a comprometer a folha de pagamento da UEM.

A cisão na reitoria

Sob pressão do Tribunal de Contas do Estado, o reitor Júlio está se esforçando para "moralizar" a UEM e colocar as contas em ordem. A Neusa, vice-reitora, que comprou os votos dos servidores com esses benefícios irregulares, não gostou da ideia. Por isso a reitoria está dividida. A unidade "Julineusa" foi desfeita. O Reitor e a Vice-Reitora tem problemas, considerando que é ele quem tem de dar conta de segurar as consequências dos atos dela para comprar votos dos servidores no passado. O Sinteemar apoia a vice-reitora, e provavelmente acaba com a greve imediatamente se o reitor renunciar.
O reitor está com tanto medo da situação que está pensando até em contratar seguranças particulares.

O DCE

Nossa fonte diz ter duas hipóteses para explicar o apoio do DCE à greve: ou o Sinteemar de alguma maneira comprou o comando da Movimente-se ou a chapa está sendo ingênua e está acreditando nas pautas de mentira. Particularmente falando, eu não duvido de nenhuma das duas.

Privatização

Mais uma vez, falando sobre o fantasma medonho que o Sinteemar (e muita gente afiliada ao DCE) teima em pôr na nossa cabeça. Ainda segundo a nossa fonte, o governo teria privatizado a UEM há muitos anos, se essa fosse sua intenção. Vale ressaltar que em outros momentos da história da Universidade essa ameaça já foi feita, e a simples razão pela qual ela não é e nem será comprida é porque a UEM o ajuda a cumprir suas metas de pesquisa científica, na área social. Com a privatização, a pesquisa acabaria. No Paraná a UEM e a UFPR são as principais responsáveis pelo cumprimento dessas metas, e segundo as palavras de nossa fonte, "quando se fala em pesquisa, a UEM é a menina dos olhos do governo".
Além disso, na UEPG a segurança é terceirizada e funciona sem problemas.

É isso o que temos a repassar para vocês, pessoal. Os motivos pelos quais essa greve tem se desenrolado. O porquê dos servidores desprezarem as propostas do governo, e que, de fato, não são os maiores compromissos desse movimento acabar com a precarização da Universidade. Se buscassem isso, de fato, não estariam muito mais interessados em aumentar seus salários ilegalmente, comendo o orçamento da universidade, a qualquer custo.
É é em nome dessa causa que o DCE vem nos falar pra penasrmos no coletivo...

Nossos agradecimentos especiais a nossa fonte anônima, que por questões de segurança deve permanecer anônima.




      sábado, 22 de setembro de 2012

      O bicho papão da privatização

      Há 17 anos o PSDB ocupa o governo estadual de São Paulo. As três maiores universidades daquele estado, a USP, a UNICAMP e a UNESP (todas estaduais), nunca sofreram nenhuma ameaça de privatização. A USP só sobe nos rankings internacionais, a UNICAMP é líder em termos de patentes e a UNESP é uma das universidades que mais publicam artigos científicos no Brasil.
      Apesar disso, assim que o Beto Richa foi eleito governador do Paraná em 2010, os esquerdistas-de-universidade foram rápidos em berrar que a UEM corria risco de privatização, que logo sentiríamos os efeitos do sucateamento. Os SINTEEMAR, comandados pela CUT, que é comandada pelo PT, começaram imediatamente a planejar suas greves (as exigências eles teriam que inventar depois). Os cabeludos do DCE recebiam instruções de seus partidos de coração: PSTU e PSOL.
      Hoje, no ano de 2012, vemos em tempo real o resultado de todo esse planejamento. Uma greve política do Sinteemar (só isso explica a recusa da oferta mais que generosa do governo estadual), uma greve estudantil que obviamente não vai dar resultados, mas que foi deflagrada passando por cima da vontade da maioria dos estudantes. Criticas duras ao SESDUEM, por ser o único sindicato da UEM que não é obviamente controlado por partidos políticos. Total silêncio quanto às greves nas federais por parte da Movimente-se (mas a greve do IBGE-PR eles noticiam).
      Junto à tudo isso temos as regulares críticas contra a terceirização e o típico discurso demagógico nos avisando sobre o risco (esse ano ainda, ano que vem, daqui três anos, no máximo) da UEM ser privatizada. Nunca explicam porque exatamente nós devemos nos preocupar com a possibilidade da pessoa que serve nosso almoço no RU é funcionária do Estado ou de alguma empresa terceirizada. É possível argumentar que, para nós estudantes, seria muito mais vantajoso ter funcionários terceirizados: eles não fazem greve e  muitas vezes têm salários menores, sobra mais dinheiro pra comprar equipamentos ou contratar professores. Apesar disso, a terceirização (mesmo se temporária) é demonizada e geralmente considerada como prenuncio de uma privatização por vir.
      Mas o discurso da terceirização pelo menos tem a vantagem de ser uma possibilidade. Aqueles espalhando o medo da privatização nem mesmo podem dizer isso. Não há, até onde eu saiba, história no Brasil de uma universidade do porte da UEM sendo privatizada. E o motivo é óbvio: qualquer governo que privatizasse (ou pensasse em privatizar) uma universidade desse tamanho com certeza perderia a eleição seguinte. A opinião pública seria completamente contra um ato desses, e os governadores com certeza sabem disso.
      Mesmo sendo tão ilógico quanto o corte de 38%, boa parte da comunidade discente (esses pensadores críticos) engole a história oferecida pelos militantes como engoliriam danoninho oferecido pela mãe. Então saem por aí, como os repetidores que são, a espalhas as notícias da iminente privatização da UEM. Enchendo de medo os corações de seus colegas (que também são pensadores críticos), espalhando a bobagem pra mais pessoas.
      Esse crescimento exponencial da besteira logo a transforma em senso comum e, então, em verdade inabalável. A ameaça de privatização se transforma então em ferramenta política para justificar qualquer coisa. Até essa greve de estudantes várias vezes foi justificada assim, mesmo que ninguém tenha explicado como uma greve estudantil pode ajudar a UEM a se manter pública.

      Reacionário de Merda

      quinta-feira, 20 de setembro de 2012

      As irregularidades da greve estudantil

      A maioria dos alunos não quer greve
      Todas as enquetes feitas pelo facebook (que tem mais representatividade que qualquer assembleia) mostram que a maioria (sempre mais que 65%) dos alunos da UEM querem continuar estudando.

      As decisões são tomadas em assembleias sem representatividade
      Raramente algum curso consegue reunir mais de 10% dos alunos em uma assembleia. Como 10% dos alunos podem decidir se os outros 90% vão ter aulas ou não?

      As decisões são tomadas em assembleias sem divulgação
      Tentando convocar uma greve em poucos dias, todas as assembleias dos cursos estão tendo divulgações porcas e sem abrangência.

      As decisões de alguns cursos são tomadas em assembleias comandadas pela própria Movimente-se
      O ideal seria que cada centro acadêmico organizasse a própria assembleia sozinho, com a movimente-se sendo apenas um lado do debate. Se a Movimente-se tem controle da assembleia fica fácil decidir o que vai ser votado e quando.

      As assembleias não têm as atas publicadas
      Nem a assembleia geral que deu início a essa patuscada nem as assembleia dos cursos tem as atas e os resultados das votações publicados publicamente.

      Piquetes são um cerceamento do direito de ir e vir
      A Movimente-se parecia se importar muito com o direito de ir e vir quando o que estava em jogo era o preço da passagem de ônibus. Para garantir que os 90% que não participaram da assembleia não possam ir nas aulas alguns cursos estão organizando piquetes.

      Os cursos dos centros de tecnologia, biológicas e exatas tiveram assembleias conjuntas
      Ao invés de cada curso ter sua própria assembleia, os cursos desses centros tiveram assembleias conjuntas. Em teoria, a decisão valeria para todos os cursos dos centros.

      Reacionário de Merda

      quarta-feira, 19 de setembro de 2012

      A democracia das assembleias estudantis

      No post acerca da greve dos estudantes, questionei sobre o fato dessa decisão ter sido deliberada numa assembleia que costuma contar com a presença de menos de 10% da comunidade discente. Como esperado, o conteúdo do post foi rebatido com um argumento bastante comum:

      "Já que a maioria não concorda com a greve, porque não foram na Assembléia votar contra? Falar que não quer é muito fácil, agora levantar as bundinhas da cadeira e ir lutar pelo que pensa (seja contra ou a favor da greve) ninguém quer né."

      nada a ver isso aí.
      Pois bem, prezado Anônimo, deixe-me discorrer a respeito das assembleias e ao final desse post, espero ter respondido essa questão. Por que as pessoas não frequentam as assembleias pra votar contra? De fato, não temos visto muita participação estudantil nas reuniões organizadas, seja pelo DCE, seja pelos CA's. Por que temos acompanhado esse aparente desinteresse de nossos colegas discentes nas questões políticas? Significa que somos todos apolíticos, desinteressados, apáticos, marionetes manipulados pela Veja e pela Globo, pequenos capitalistas alienados e burgueses, imersos na lógica individualista e neoliberal, perversa e desumanizadora?
      Deixe-me pensar... não.
      Nenhum dos adjetivos usados tantas vezes pelos movimentos esquerdistas pra caracterizar/depreciar/ofender aqueles que discordam veementemente de seu ponto de vista explica a falta de adesão dos colegas aos grupos reunidos para a tomada de decisões importantes em nossa vida acadêmica. Existem, na realidade, outros fatores responsáveis por essas ausências tão grandes.
      O primeiro é, obviamente, a falta de tempo que tanto nos aflige. É claro que, se muitas vezes temos dificuldade pra marcar uma reposição de aula por falta de um horário em comum para quarenta alunos, é impossível encontrar uma data que possibilite a presença de todos. Acredito que os estudantes do período noturno, que muitas vezes trabalham durante o dia, são os mais prejudicados pelo fato de não poderem comparecer nos horários marcados com mais frequência (17:30). Devido a isso, esses estudantes são impossibilitados de dar suas opiniões em assembleia. Aí, pergunto para os organizadores: Isso é justo com esses estudantes? Não seria o caso de pensar em outra estratégia, além de uma assembleia única e definitiva, para que esses alunos também tenham seu direito de escolha garantido?
      O segundo motivo diz respeito especificamente ao desinteresse dos alunos em relação as assembleias. Afinal de contas, se pelo que vemos, a maioria dos estudantes da UEM tem posicionamento político e ideológico contrário ao dos membros do nosso Diretório Central dos Estudantes, por que esses não se manifestam? Aliás, por que escolheram como representantes um grupo que representa uma minoria no corpo discente? Boa pergunta, não?
      Vale lembrar que, não sei por que razão, as eleições estudantis na UEM não consideram o total de votos sobre o total de alunos. Por isso, a Movimente-se se reelegeu no ano passado com 68% dos votos válidos. No entanto, esse total de votos válidos corresponde a quantos por cento sobre o total de estudantes? 10%? 5%? 1%? Por que tanta abstenção tem ocorrido nas eleições para o DCE? Porque somos completos alienados políticos? Me arrisco a dizer que simplesmente a maioria não vota porque não encontra uma chapa com um mínimo de afinidade ideológica e prefere não ser representada por nada.
      No entanto, o significado dessas abstenções monstruosas é totalmente ignorado e somos obrigados a ver um grupo de pessoas ser eleito como nossos representantes. Ao abrirmos mão do nosso direito de escolha, já que não encontramos representantes decentes, damos espaço para que a minoria esquerdista e barulhenta se torne maioria e eleja os seus "camaradas" pra fazerem o que acham correto. Mas aqui, explicito o que todo mundo já sabe: A Movimente-se UEM NÃO NOS REPRESENTA. A maioria da comunidade acadêmica não reconhece a representação de vocês e visivelmente discorda de suas pautas. Acho, na minha humilde opinião, que vocês deviam reconhecer isso, tomar vergonha na cara e parar de tomar decisões entre os seus 1% pelo resto da comunidade acadêmica, se achando nesse direito só porque ninguém mais comparece nas reuniões. Seria bem mais digno.
      No blog da chapa, eles se definem como um grupo heterogêneo (apesar de não conterem ninguém de direita na sua formação), e nos convidam a conhecê-los melhor, dando uma passadinha no bloco 6. Tentam soar simpáticos e convidativos, como o fazem nas chamadas para todas as assembleias, afirmando serem um espaço aberto para a exposição e debate de TODA opinião, seja ela contra ou a favor ao posicionamento do grupo. Aí é que está o grande ponto, o grande truque. Se você for corajoso, vá até uma assembleia organizada pelo DCE e veja com os seus próprios olhos como funcionam as armadilhas que eles preparam para os falantes da oposição. Os convites são feitos, a postura amigável é mantida aos olhos de todos, e dá-se o espaço de palavra para quem quiser falar, de fato. No entanto, qualquer opinião contrária aos ideais esquerdistas/populares/coletivos/"críticos" logo será rebatida, usando algum dos argumentos de sempre. De maneira sutil, tentam fazer com que a opinião divergente soe vinda de uma pessoa despreparada, alienada e ingênua. Reconheço o quanto o pessoal da chapa é eloquente e convincente, usando e abusando de clichês, discursos inflamados e apelações nas suas falas, dissimulando questionamentos feitos de forma que ninguém percebe; caprichando na hora de tentar nos convencer de que somos culpados por fazermos parte da classe média e frequentarmos uma universidade pública. Eles usam de assuntos que mobilizam nosso psicológico e nos pressionam, fazendo com que nos sintamos insensatos e tolos, com as nossas opiniões "manipuladas pelo capital". Faz com que nos percebamos fracos e sem apoio falando perante eles, e é dessa forma que as opiniões divergentes trazidas às assembleias da Movimente-se são sufocadas, e seus falantes, totalmente desestimulados a retornar. Não há diálogo, no sentido da dialética. Nada de novo se constrói numa discussão dessas, somente a ideia de que quem não pensa como eles, na lógica de Marx, não tem quase nada a acrescentar. Responda-me agora, sr. Anônimo: Qual o estímulo que temos para ir num espaço de debate desses?
      A Movimente-se, que tanto tenta nos convencer que somos culpados e "individualistas pequeno-burgueses", é que é realmente egoísta. Sentem-se melhores do que o resto da comunidade discente, bons o suficiente pra acreditar que a democracia equivale aos votos dos 1% de seus membros e simpatizantes, e que têm mais poder de discernimento do que nós, para decidir as pautas importantes para os alunos. Como foi citado num comentário do blog: ao invés de discutir a realização de atividades que abranjam o interesse de todos, eventos esportivos e de lazer para os acadêmicos, realização de cursos de extensão e outros, a chapa se atém frequentemente a discussão de assuntos e causas que não representam a comunidade discente como um todo (MST, Pinheirinho, incineração do lixo, liberdade na Palestina...). Comportam-se não como nossos representantes perante a UEM, mas como um grupo que se julga melhor do que nós, alienados e imersos no sistema, e por isso têm o direito de escolher aquilo que lhes parece mais sensato.
      Movimente-se UEM... você não representa ninguém.

      por Thessaly

      terça-feira, 18 de setembro de 2012

      Um vídeo pra vocês

      Já que hoje provavelmente não teremos posts, deixo com vocês um vídeo inspirador. (Para os sem tempo, pulem para o terceiro minuto)


      Ano passado o DCE da USP (controlado pelo PSOL) declarou greve de estudantes. Um dos cursos a aderir foi o curso de letras. A adesão foi feita "democraticamente" por assembléia, como todas as decisões de qualquer chapa sempre são. Quando os brutamontes tentaram montar um piquete e impedir os alunos de terem aula aconteceu o que se vê acima: alunos que não reconhecem o direito estudantil de greve ou autoridade do DCE de deflagra-la exigiram e conseguiram aula.

      Não custa também lembrar que a chapa que comandava o DCE da USP não realizou eleições naquele ano, dizendo que estudantes em greve não podem votar.

      Reacionário